Exterminador do Futuro e Mercenários: A Crise dos Playboys Americanos da Década de 80.

Por Bruno F. Couto.
É caro leitor, parece que a crise econômica não atingiu somente o setor imobiliário americano, ou mesmo os bancos europeus. O cinema já vem sofrendo com essa crise há pelo menos quatro anos.
Clássicos recentes como Velozes e Furiosos 4 e 5 já tiveram cortes significativos no orçamento, além de outros filmes. Mas o que me chama a atenção é a crise de fundamento que vive o cinema atualmente.
O exemplo mais gritante disso é o prolongamento da saga O Exterminador do Futuro (The Terminator). Criado em meados de 1984, período em que a união soviética entrava em uma fase de declínio, havia uma necessidade crescente de criar novos focos de atenção para os jovens, por parte dos americanos, uma vez que o discurso político-capitalista já não era mais tão necessário com o fim da guerra fria. Foi então que nasceu o período de “esplendor” da ficção científica, com filmes futuristas que não traziam nada de útil em termos de cultura, mas alienavam os jovens.
Com o carimbo do campeão mundial de halterofilismo, Arnold Alois Schwarzenegger, a saga foi um sucesso de público nas décadas de 80 e 90. Entretanto como tudo muda com o tempo, novos títulos foram lançados e a saga The Terminator perdeu seu “lugar ao sol” nas telas do cinema.
Agora com o lançamento do The Terminator 4 ficou evidente que a crise afetou as produtoras americanas, que foram “forçadas” a repaginar a saga e criar novos filmes .

De maneira análoga temos Silvéster Stallone e sua Série Os Mercenários. Stallone, que fez sucesso nos anos 80 como Rambo e Rock Balboa, hoje cria uma série de filmes com o seu melhor estilo; os clássicos tiroteios, explosões e pancadaria, só que com um sério agravante: O roteiro não tem nenhuma mensagem ou realismo, apenas um grupo de homens que matam por dinheiro em plena era dos direitos humanos. E por ironia do destino caro leitor, quem faz parte do elenco? Arnold Schwarzenegger, Chuck Norris, Van Damme, Bruce Willis, Jet Li entre outros.
Ou seja, toda a decadência do cinema americano da década de 80 foi reunida em um só filme, com o provável intuito de salvar a imagem apagada dos mesmos e tentar socorrer as já cambaleantes produtoras americanas.
É… quem diria que os Playboys Americanos, hoje “vovôs”, chegariam a tão deprimente situação.
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1 comentário
Henry
9 de fevereiro de 2012 em 20:47 (UTC -3)
Cara, o que dizer, acho normal que eles acabem assim, sem fazer mais o sucesso que faziam. Mas pelo menos ainda fazem filmes fiel a imagem q se tem deles.
Os filmes atuais não são em ponto nenhum superior aos dos anos 80, o conteudo continua vazio e com praticamente a mesma historia sempre, a não ser que você ache que harry potter e crepusculo tenham muito a acresentar as pessoas. Ou seja tudo continua na mesma merda.